
Para entender a Radiogenômica, precisamos recordar como a vida é construída. O processo segue um fluxo linear:
A Chave da Questão: Quando ocorre uma mutação no DNA, as proteínas mudam. Isso altera a densidade, a forma e a rede de vasos sanguíneos do tecido. É por isso que uma mutação genética pode "mudar a cara" de um exame de imagem, como a tomografia.
Anteriormente, vimos como a radiologia se tornou digital. Agora, vamos entender o que estamos a tentar ler nesses dados. Para um "detetive sherlockiano", o tumor não é apenas uma massa; é a expressão física de um código genético corrompido.

Estes dois termos são fundamentais:
O Insight de Sherlock: Tradicionalmente, o radiologista descreve o fenótipo. A IA, por sua vez, é treinada para usar o fenótipo como uma pista para adivinhar o genótipo sem precisar de abrir o paciente.

Antigamente, o radiologista era um "descritor de formas". Hoje, ele está a tornar-se um Cientista de Dados Clínicos.
Saber que um nódulo tem uma mutação específica (como a EGFR em tumor do pulmão) permite saber, apenas pela imagem, se o paciente vai responder a uma determinada terapia-alvo ou se precisará de quimioterapia agressiva. Isso é poupar tempo e salvar vidas.

A Radiogenômica é o casamento perfeito. É a disciplina que utiliza algoritmos de IA para encontrar correlações estatísticas entre padrões de imagem e biomarcadores genéticos.
Se a imagem é o reflexo do DNA, poderemos um dia substituir a biópsia física (agulha) por uma "Biópsia Virtual" feita por IA?
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